
Tudo cai! Tudo tomba! Derrocada
Pavorosa! Não sei onde era dantes.
Meu solar, meus palácios, meus mirantes!
Não sei de nada, Deus, não sei de nada!...
Passa em tropel febril a cavalgada?
Das paixões e loucuras triunfantes!?
Rasgam-se as sedas, quebram-se os diamantes!?
Não tenho nada, Deus, não tenho nada!...
Pesadelos de insónia, ébrios de anseio!?
Loucura a esboçar-se, a enegrecer?
Cada vez mais as trevas do meu seio!
Ó pavoroso mal de ser sozinha!?
Ó pavoroso e atroz mal de trazer?
Tantas almas a rir dentro da minha!
Florbela Espanca

Gosto! Ah! Como gosto!
Do cheiro do teu corpo
e desse jeito meio louco
que tens de me beijar.
Gosto! Ah! Como gosto!
De sonhar com o teu corpo,
sempre perto do meu corpo,
quando estou a trabalhar.
Gosto! Ah! Como gosto!
De sentir todo o teu corpo,
bem juntinho do meu corpo,
me fazendo delirar.
Gosto! Ah! Como gosto!
Do gosto do teu corpo
e desse grito meio rouco
que emites ao me amar.
Gosto! Ah! Como gosto!
Do fruto do teu corpo
que foi feito no meu corpo,
nos fazendo até chorar.
Gosto! Ah! Como gosto
de te amar.
Lenise Resende
Agora que já estou em casa à espera que a minha menina nasça, penso que tenha algum tempo para dedicar a todos os que costumavam vir me visitar, não prometo publicar todos os dias mas vou tentar que seja pelo menos todas as semanas.
Beijos ternos para todos